LUIZ AQUILA | Pintura e Fragmentos da Paisagem | Galeria Murilo Castro, SP


O Farol
Em um certo momento sombrio de nossa
história, chegou-se a decretar a morte da
pintura.
Parecia haver um consenso sobre o
desaparecimento de uma técnica e de uma
linguagem criada pelo homem para externar
seus medos, seus amores, seus devaneios e suas
limitações.
A pintura ao longo dos séculos reverberou a
complexa existência humana.
Em nome dessa tradição, silenciosamente Áquila
e um pequeno grupo de artistas permaneceu
fiel à sua própria história, consciente da
fundamental importância da prática de espalhar,
com tintas e pincéis, histórias do homem sobre
uma superfície plana.
Quando a vaga vanguardista enfim arrefeceu, a
pintura de Áquila iluminou toda uma geração e
definiu os rumos da nossa história artística.
Elas são hoje ícones do nosso tempo e do nosso
território e reencontrá-las é sempre um
reencontro com o que temos de melhor.
A arte de Áquila é um farol e a sua luz ilumina a
noite e silencia o dia.
Texto de Marcus Lontra
Marcus de Lontra Costa
Rio de Janeiro. Janeiro, 2024

Luiz Aquila
Luiz Aquila criou na pintura, no desenho e na gravura.
Também foi professor e diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde exerceu grande influência sobre a Nova Pintura Brasileira, Geração 80.
Nasceu em 27 de fevereiro de 1943, no Rio de Janeiro, e iniciou-se nas artes através de seu pai, o artista plástico e arquiteto Alcides da Rocha Miranda. Foi aluno de Aluísio Carvão, pintura, no MAM-RJ e de xilogravura de Oswaldo Goeldi na Escola Nacional de Belas Artes. Frequentou cursos livres na Universidade de Brasília (UnB), foi bolsista do Governo Francês em Paris, do British Council em Londres, e da Fundação Gubekian em Lisboa e Évora.
Ao longo da carreira, participou de mais de 200
exposições (individuais e coletivas) no Brasil e no exterior, e foi chamado pelo crítico Frederico Morais de “herói de sua própria pintura”. Participou da 17ª, 18ª e 20ª Bienal Internacional de São Paulo em 1983, 1985 e 1989, respectivamente e também da Bienal de Veneza.
Em 1988, transferiu-se para Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Em 1992, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) e, em 1993, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) realizaram mostras
retrospectivas de seu trabalho. Em 2003, exposição
individual no Museu de Arte Contemporânea
(MAC-Niterói).
Em 2013, o artista comemorou cinco décadas de trajetória
com uma grande retrospectiva no Paço Imperial. E em
2019 realizou no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
a individual “Luiz Aquila III Milênio – criação em aberto.”



O Farol
(…)
Tudo, aqui, conspira na busca incessante da
integração entre situações aparentemente
antagônicas.
O passado para Áquila,
é a ferramenta que projeta o futuro.
Por isso, a sua
pintura abraça e acaricia o ofício do pintor, não
apenas a sua reflexão teórica, mas também,
e principalmente o seu fazer, os mistérios do ateliê no
momento da criação.
Áquila pinta o mundo e concilia a clareza modernista
com a atenção e ironia da pop arte e
suas derivações que definem a arte contemporânea.
Pela generosidade e clareza do seu processo criativo
as pinturas de Luiz Áquila tornaram-se referência
obrigatória no cenário artístico brasileiro.
Elas são espelhos misteriosos e mágicos que revelam
o que temos de mais belo e encantador.
(…)
14/03, às 19h
Tela Sobre Tinta – Ep. 02 – Luiz Aquila
Malu de Martino
20/03, às 19h
Aquila, Luiz de Luiz
Carlos Lacerda e Alisson Prodlik
27/03, às 19h
Luiz Aquila, Muito além da cor
Pedro Paulo Mendes
Rua Saturno, 10, Santa Lúcia



